domingo, 2 de dezembro de 2012

Vídeo-aula 21: Lazer, cultura e elementos comunitários.


Disciplina: Educação Comunitária
Vídeo-aula 21: Lazer, cultura e elementos comunitários. Por Ricardo Uvinha.
Visualizado em: 01/12/2012.

Lazer como esfera social e desenvolvimento comunitário.
O que é lazer depende da concepção da própria comunidade.

Segundo conceito de lazer de Karla Herderson, 2001, é preciso analisar e considerar esses três itens:
1- Tempo;
2- Atividade;
2- Estado da Mente.

Uma mesma atividade pode ser considerada para uns profissão e para outros lazer. Por exemplo: Pescar: Lazer X Profissional.

Assim considera-se que o lazer está livre de obrigações trabalhistas, sócio política e religiosos, como pontua, Dumazedier, 1980, p.18, tem haver com os “3D”
1- Descanso;
2- Divertimento;
3- Desenvolvimento.

Interesses Artísticos do lazer, podem estar associados á:
* imagens, emoções e sentimentos;
* intelectuais, conhecimentos vividos, presos a realidade (cursos não ligados a obrigação);
* manuais, manipulação de objetos ou lidar com a natureza;
* sociais (busca pelos relacionamentos, face a face e eventos);
* físico, desportivos (atividades que prevalecem ao movimento físico);
* turístico (quebra da rotina de tempo e espaço).

Uma mesma atividade pode nortear mais de um interesse, por exemplo, o futebol que pode ser físico ou social.

Equipamentos de lazer podem ser:
* Não específicos: Lar, ruas e escolas, os quais não foram desenvolvidos com esse requisito, mas podem ser desenvolvidos para corresponder a essa necessidade.
* Específico: construídos para a finalidade do lar, são subordinados aos conteúdos específicos do lazer, são eles, conceito, programação, localização, o atendimento, o público e a composição.

No caso dos Específicos, eles podem ser:
Micro equipamento Especializado: atende um conteúdo específico do lazer. EX: academioa de ginástica, biblioteca, Ateliê de Artes;
Médio Equipamento de Poli-Valência Dirigida: Clubes por exemplo;
Macro Equipamentos Polivalentes de lazer: atende na plenitude os conteúdos de lazer, oferecendo atividades diversas nas suas programações. Exemplo: SESC.

Assim os municípios devem estimular a distribuição igualitária dos mecanismos de lazer e/ou à transformação dos espaços não específicos. Pesquisar, mapear a necessidade e interesse da comunidade.

Os equipamento de lazer devem, preocupar-se em:
*Atender a população de forma democrática;
* Receber afetiva política de animação cultural;
* Possuir agentes socioculturais, os quais são importante papel na sensibilização para usufruto do espaço/ equipamento, que deve ser considerado um bem comunitário e de todos.

Vídeo- aula 20 . Aula- Bullying


Disciplina Saúde na Escola
Vídeo- aula 20 . Aula- Bullying. Por: Paula Fernanades
Visualizada em 30/11/2012

  Como já visto anteriormente na Video- 10, na disciplina de “Educação e Valores”:
“Bullying: Todas as atitudes agressivas, intencionais que ocorrem repetidamente sem uma motivação evidente.”
           
            A mesma pode ocorrer de uma criança ou jovem em relação à outra, ou ainda de um grupo de crianças ou jovem em relação a outro grupo. Evidencia a desigualdade de poder e incapacidade de defesa dos jovens e crianças envolvidas.
            São as principais atividades de bullying: humilhação, xingamentos, difamação, constrangimento, menosprezo, intimidação, ameaças, exclusão, perseguições, ou algo mais direto como, agressão física ou roubo.
            50% dos jovens já foram vitimas de bullying e 10 % ainda são. O fenômeno é mais comum entre os meninos, mas também acontece entre as meninas.
            Os personagens deste fenômeno são:
                        ALVO/ VITIMAS ----> AGRESSOR ----> TESTEMUNHAS

            Também foi visto anteriormente e reforçado nesta vídeo aula que as vítimas do bullying tem geralmente as seguintes características:
*Pouca habilidade de socialização. Ou alunos novos;
*Características físicas, comportamento, condição socioeconômica ou orientação sexual diferente;
*Dificuldade de reagir ás agressões;
*Não pedem ajuda por medo de retaliação ou por não que não querem decepcionar seus pais ou pessoas que amam;
            Quanto as características do agressor foi destacado a sensação de superioridade e de descrença na punição, ou seja acredita na impunidade. Neste sentido essa vídeo aula se contradiz um pouco à anterior sobre o tema, pois percebe-se que na anterior o agressor estava mais identificado com problemas de auto aceitação, autoestima e até mesmo pequena sensação de pertencimento ao grupo.
            Tratando-se das principais consequências foi apresentado: baixo autoe, queda do rendimento escolar e podendo chegar até mesmo ao abandono escolar. No aspecto psicológico ainda pode gerar depressão, pânico e fobia escolar.
           
As principais ações que evidenciam o bullying na escola, são:
*  Apelidar;
* Ameaçar;
Agredir;
* Hostilizar;
* Ofender;
*  Humilhar;
Descriminar;
Excluir;
*  Isolar;
*  Intimidar;
*  Assediar;
*  Furtar;
*  Quebrar objetos pessoais.
           
            Dentre as ações que a escola pode desenvolvidas pela escola para amenizar ou excluir o bullying estão:
*  Identificar as situações precocemente, olhando com atenção para cada situação, evitando “simplificar” as mesmas, ou deixar de considerar sua complexidade;
*  Informação e Conscientização, como forma efetiva de prevenção;
*  Nos casos mais graves encaminhar para auxilio psicológico, tanto o agressor como a vitima;
*  Criação de programas e projetos junto aos alunos, profissionais e família, que enfatizem a educação para paz, trabalhando e discutindo a temática a partir de palestras, reuniões e textos;
Criação de comitês anti-bullyng;
*  Criação de regras e aplicação de sansões;
*  Motivar a denuncia e intervenção, trabalhando através da informação, tanto com a vitima como com o agressor.

Vídeo-aula 19: Violência nas escolas.


Disciplina Saúde na Escola
Vídeo-aula 19: Violência nas escolas. Por: Li Li Min/ Lilia de Freire R. De Souza.
Visualizada em: 28/11/2012

Baseados nesta vídeo aula e também no texto de apoio Violência na escola: identificando pistas para a prevenção de Kathie Njaine e Maria Cecília de Souza Minayo, vimos que:
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A adolescência é um momento critico da vida do ser humano no qual ocorre intensas mudanças biológicas, cognitivas, emocionas e sociais e se decide  padrões de comportamento é um período de grande vulnerabilidade e risco e as trajetórias estão intimamente relacionadas com as vivências tidas na infância.
Na adolescência existe uma forte necessidade de luta pela identidade, a qual muitas vezes é feita a partir da agressividade.

Os problemas psicológicos e comportamentais na adolescência, estão classificados em 03 (três) tipos:
1º Abuso de substância psicoativas;
 2º Abuso de internalização: manifestado por meio de pertubações emocionais e cognitivas como depressão e ansiedade;
3º Problemas de externalização: manifestado por meio de problemas comportamentais ou de atuação, sendo o problema mais comum o comportamento delinquente.

Distúrbio de conduta: é um transtorno caracterizado por um padrão de comportamento antissocial repetitivo e persistente em crianças e adolescentes. Ás vezes classificado como psicossocial ás vezes como psicopatológico.
Inclui aqui desobediência, birras, brigas, destrutibilidade, mentira e roubo. È o problema mental ,aos comum na infância e na adolescência: 7% em meninos e 3% em meninas.
A agressão de saúde física na infância é um problema de saúde pública e o que assombra é que sabemos que a probabilidade de crianças violentas tornarem-se adultos violentos é grande e assim temos a integridade tanto do agredido como do agressor em risco.
O aumento da violência, do distúrbio de conduta e de delinquência está cada vez maior e os fatores de riscos envolvem desde aspectos individuais que envolvem aspectos psicológicos, físicos e emocionais à fatores contextuais, como por exemplo a falta de disciplina e limites dos pais para com as crianças, a negligência e baixa importância à criança, doenças mentais dos pais, ou até mesmo aspectos socais como pobreza, desemprego, fracasso escolar, dentre outros.
Pensar na violência, nos comportamentos antissociais e delinquentes é algo que deve ser pensado pela escola, criando espaços para discussão, reflexão e que motivem o sentimento de pertencimento de cada aluno com o grupo, tal como a elevação da autoestima, o que ao meu ver ocorre muito a partir do autoconhecimento.
Ao ser pesquisado as causas na violência na escola na visão dos jovens, os mesmos apontam;
Afirmação da identidade;
*  Falta de reconhecimento por parte dos educadores;
*  Descaso e violência na escola (principalmente verbal dos funcionários);
*  Influência da mídia;
*  Negligência Familiar.
           
            No quesito de afirmação de identidade os alunos apontam que o ao de comparação, de ser comparado à outros alunos é algo que vai contrário a isso, uma vez que estão em busca de reconhecimento e de elogios, a humilhação, algo que ao ver deles infelizmente também se faz frequente é algo que além de abalar a autoestima dos mesmos, faz com que reproduzam a atitude à outros.
            No caso da influência da mídia tanto os educadores, como os próprios alunos identificam a valorização e motivação excessiva ao consumismo, a erotização, a banalização da violência e a valorização à modelos de sucesso, contrários aos esforço e até mesmo a escolarização, salientando o poder da sorte e até mesmo da desonestidade.
            Ao falarmos de negligência familiar, é notório como a família vem delegando tudo à escola, e ainda existe a ausência de conversa franca junto à escola, afim de situar a escola das situações enfrentadas pela família e criar uma forma de intervenção conjunta.
            Dentre as causas dessa negligencia dentre elas estão, o número elevado de filhos em contrapartida o pouco tempo de disponibilidade para a educação dos filhos, gerando assim a ausência afetiva e até mesmo a fata de estabelecimento limites e regras, tornando o companheirismo e a convivência algo exclusivo do ambiente escolar.
            Unindo então o poder da mídia e a negligência das famílias, temos então um cenário onde o convívio familiar é trocado pelos programas de televisões, gerado assim uma crise de valores, que é ainda fortalecida pela própria violência existente nos lares que perpassam pelo machismo, dependência de substância psicoativas à problemas econômicos e de saúde diversos.
            A natureza da violência também deve ser conhecida em sua amplitude, envolvendo assim a violência psicológica, moral, física e sexual.
            Para os adolescentes a violência muitas vezes é vista como uma forma de comunicação. Reprodução ou assimilação ou até mesmo resultado da realidade vivenciada.
            Na escola a violência ter inter relação com as situações de bairro, ela reproduz e é reproduzida. Tanto situações de dentro da escola podem ser resolvidas fora da escola, como situações de fora podem ser resolvidas dentro.
            A diferença das práticas de violência nas escolas de naturezas particular e pública, também é destacada no texto. Nas escolas públicas ocorrem maior incidência de de agressões físicas e depredações/ pichações. Nas escolas particulares tem maior incidência a humilhação e roubos.
            O texto referido nos mostra que dentre todas as formas de violência ocorridas dentro da escola, brigas, ameaças e agressões o porte de “armas brancas” é cada vez mais normal no ambiente escolar e se torna ainda mais preocupante ao se perceber através de pesquisas que a intencionalidade está realmente relacionada a ferir ou matar, no ano de 2000 no Brasil 68% dos homicídios foram derivados do uso de arma de fogo.
            Um trabalho preventivo é necessário e possível, porém isso só ocorrerá através da união família, escola e mídia, a partir de ações respeitosas destes as nossas crianças e adolescentes, que valorize ações de autoconhecimento de elevação da autoestima e de aceitação da subjetividade e da legitimidade de cada ser humano.